Javalis no Paraná

Sou estudante da Universidade Estadual de Ponta Grossa e participo de um projeto de extensão que faz levantamentos dos danos causados pelo Javali no Estado do Parana, Não a identificação somente o município, segue o link 

O javali (Sus scrofa), é um mamífero que pertence à família Suidae, é nativo das regiões do norte da África e sudoeste da Ásia. No Paraná os primeiros relatos de javali aconteceram na década 1960, no município de Palmeira, acredita-se que houve soltura de criadores e fuga de grupos que se estabeleceram na natureza e à partir daí esta população se dispersou pelos municípios (JUNIOR, 2010).
A introdução dos javalis na América Latina ocorreu pela Argentina e Uruguai, principalmente com o intuito da caça, chegando ao Brasil pela fronteira do Rio Grande do Sul. Acredita-se que devido à uma grande seca que ocorreu no ano de 1980 no Uruguai, o leito do Rio Jaguarão diminuiu, e os javalis aproveitaram para fugir em busca de alimentos e para áreas longe de caça (JUNIOR, 2010). Sendo introduzido principalmente clandestinamente do Uruguai em caminhões, interessados na sua criação (DEBERDT; SCHERER, 2007).
 Os primeiros javalis vindo do Uruguai foram encontrados, em território brasileiro, nas fazendas de Herval, município a 380 km ao sul de Porto Alegre, e só no ano de 1993 os javalis mataram 200 cordeiros e destruíram 30% das lavouras de milho e sorgo. Em 2002, o prejuízo alcançou R$ 4,3 milhões e afetou 1.850 propriedades rurais do município de Herval.  No Paraná está espécie ocorre nos municípios de Ventania (Fazenda Roraima), Piraí do Sul (Fazenda 4N), Palmeira, Ponta Grossa, Campo Largo, Imbituva, Lunardelli, Fênix e Quinta do Sol (JUNIOR, 2010).
Espécies exóticas invasoras estão entre as maiores causas de extinção de espécies nativas principalmente por exclusão competitiva, devido aos recursos serem similares ocorrendo a sobreposição de nicho, fácil adaptabilidade às condições ambientais, por sua biologia reprodutiva e a diminuição dos seus principais predadores, como por exemplo, o lobo, o lince e a águia-real (SILVA, 2011), sendo a exclusão competitiva uma da principal ameaça da invasão biológica de S.scrofa (OLIVEIRA, 2012). Tais características permite sua rápida proliferação e expansão, se tornando dominante alterando a biodiversidade e a estrutura da comunidade, excluindo espécies de porcos nativos e modificando os processos ecológicos (GUIMARÃES, 2015). Com isso o javali está na lista das 100 espécies invasoras consideradas mais graves.
Os principais impactos ao meio ambiente causado pelo Javali são, alteração da vegetação por consumo de sementes, (OLIVEIRA, 2012) redução da cobertura herbácea, dispersão de plantas daninhas, predação de invertebrados (DEBERDT; SCHERER, 2007; aceleração do processo de erosão e o aumento do assoreamento dos rios. IBAMA, 2017).
Os prejuízos econômicos são a destruição de culturas agrícolas, predação de animais como cordeiros, aves e cães, além de transmitir doenças em humanos e animais domésticos (OLIVEIRA, 2012). Além do impacto econômico causado pelo javali pode haver o impacto socioeconômico ao devastar cultivos de pequenos produtores que vivem da agricultura de subsistência, em que muitas vezes tem que abandonar a vida rural devido ao prejuízo, ou até mesmo pela falta de alimento, que em consequência disto têm se deslocado para as cidades (PUERTAS; PASSAMAN, 2016). 

Referencias

 DEBERDT, A. J., SCHERER, S. B. O javali asselvajado: ocorrência e manejo da espécie no Brasil. Natureza e Conservação, 5(2):31 – 44 p, 2007. 

GUIMARÃES, T.C.S. Espécies exóticas invasoras da fauna em unidades de conservação federais no Brasil: sistematização do conhecimento e implicações para o manejo. 2015. 

JUNIOR, E. G. C. AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS CAUSADOS POR PORCO FERAL EM PROPRIEDADES AGRÍCOLAS NO ENTORNO DO PARQUE ESTADUAL DE VILA VELHA (PEVV). INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ - IAP, Ponta Grossa, 2010. 

PUERTAS, F. PASSAMAN, M. Ciência Hoje, Maio, 2016. Laboratório de Ecologia e Conservação de Mamíferos, Universidade Federal de Lavras. A Invasão do Javali. Disponível em:< http://www.cienciahoje.org.br/revista/materia/id/1034/n/a_invasao_do_javali> Acessado em: 08/06/2017 

IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. O Javali asselvajado. Disponível em: < http://www.ibama.gov.br/phocadownload/biodiversidade/javali/ibama-cartilha-javali_asselvajado.pdf >Acessado em: 26/04/2017 

IBAMA, Instrução Normativa Ibama 03/2013, de 31.jan.2013. Disponível em:<http://arquivos.ambiente.sp.gov.br/fauna/2014/07/IN_Ibama_03_2013.pdf> 
Acessado em:02 de agosto de 2017. 



Cegonha bico de sapato

A Cegonha bico de sapato é uma ave que vive no continente africano em regiões pantanosas com um bico bem diferente que e comprido e largo que facilita capturar presas e fazê-las em pedaços. Essa ave se alimenta-se, basicamente, de peixes e rãs, cobras, mais raramente, tartarugas, roedores e aves pequenas. É uma ave pernalta de pernas negras, dedos longos e plumagem cinzenta sendo muito ativa durante a noite e passa o dia dormindo, sobre uma perna só. A sua  altura tipicamente entre 110 e 140 cm, mas capaz de atingir 150, essa espécie possui habito solitárias e mesmo em áreas populosas elas evitam ficar muito próximas umas das outras. E está correndo risco de extinção com a destruição de habitat e a caça. Atualmente há entre 5.000 e 8.000 indivíduos com uma distribuição desconexa ao longo das bacias de rios na África.  

Sapo Roxo

O Sapo-roxo é nativo do sudoeste indiano com o corpo inchado e arredondado e a cabeça menor. Suas patas adaptada para escavadores e vivem em ambientes úmidos. Ele tem a coloração roxa-acinzentada e as fêmeas adultas podem medir cerca de 7 cm de comprimento, enquanto os machos normalmente têm 1/3 do tamanho das femeas. O sapo vive na índia em  uma cordilheira de montanhas no sudoeste indiano devido a desmatação ele já estão ameaçados Passa maior tempo enterrado no subsolo e com isso ele só a nível científico, em 2003. O sapo sai da toca na época de acasalamento.

Baleia unicórnio



A baleia narval. ou como e conhecida baleia unicórnio vive em águas frias do Ártico, mas somente os machos possuem um dente de marfim em forma de espiral que, que se projeta por até três metros para fora da boca. O narval tem de 4 a 5 metros de comprimento e cerca de 1,5 toneladas de peso com a coloração branca e cinza eles vivem em grupos e na época de verão se reúnem em zonas costeiras .Seu nome cientifico é Monodon monóceros eles se alimentam de de bacalhau e outros peixes. Mas essa baleia não e encontrada fácil ela e um dos mamíferos que mergulha mais fundo sendo 800 metros abaixo do nível do mar. Além de ela ser muito caçada por causa do seu dente de marfim e com isso a espécie já esta em extinção.

Lagosta Boxeadora


Se nos achamos que enxergamos bem imagina essa lagosta que pode enxergar  em  espectro ultravioleta ao infravermelho no olho humano a três receptores que permitem ver as cores mas as lagostas possuem 16. As lagostas-boxeadoras  é do género Lysiosquilla são encontradas geralmente em mares tropicais e subtropicais e são predadores bastante violentos . Mesmo sendo pequenos entre 15 e 30 centímetros são verdadeiros tormentos para suas presas ele se alimenta de caranguejos, camarões, moluscos e peixes. Suas duas patas são capazes de um golpe com a mesma aceleração de disparo de uma arma .

Rato toupeira pelado


O Rato-toupeira pelado não pode ser definido só pela sua aparência, pois ele vive muitos anos mais que os ratos comuns e de grande interesse de pesquisa, pois ele parece ser imune ao câncer . A diferença de idade entre a maioria dos ratos e o rato pelados e grande enquanto os ratos vivem 4 anos em cativeiro os ratos pelados vivem 30 anos. O rato-toupeira-pelado, um roedor subterrâneo nativo do Leste da África, o nome da espécie Heterocephalus glaber. Segundo pesquisas feitas esse rato é imune à doença que mais mata os humanos descobriu uma molécula de açúcar chamada Hialurano esse açucar secretado pelas células de vários tecidos impede que outras células se agrupem e formem tumores, e  se retirar essa molécula do corpo desses ratos eles se torna vulnerável podendo adquirir o câncer.